a Nossa história
Quando a nossa viagem à Tailândia já estava a chegar ao fim, percebemos que ainda não tínhamos visitado um miradouro recomendado por um amigo. Já era fim de tarde e o sol estava prestes a pôr-se, por isso o Gonçalo apressou-se a sair — ainda de chinelos.
A subida foi linda. A descida… nem tanto.
Apenas alguns passos depois de começarmos a descer, uma das tiras do chinelo partiu-se. Ficámos ali, diante de um caminho longo e íngreme, coberto de pedras e gravilha — e o Gonçalo teve de descer descalço. Com a luz a desaparecer e cada passo mais doloroso que o anterior, lá fomos avançando devagar até chegarmos novamente à cidade.
Entrámos num pequeno estabelecimento local para descansar. O pé do Gonçalo latejava e meio na brincadeira, meio a sério, eu não consegui deixar de me meter com ele: “Mas quem é que se lembra de ir fazer trilhos de chinelos?”
Foi então que reparamos numa senhora tailandesa sentada perto de nós, a inalar de um pequeno frasco. Intrigados, aproximámo-nos. Com muita amabilidade explicou-nos que era um inalador tailandês — algo que usava há muitos anos e que era comum entre as pessoas na Tailândia desde há várias gerações.
Nunca tínhamos visto nada assim. Por que é que isto não existia na Europa?
Nesse momento, a curiosidade transformou-se em entusiasmo. Imaginámos partilhar esta descoberta com os nossos amigos e família: um pequeno pedaço da tradição tailandesa, reinventado para o dia a dia.
A dor, o chinelo partido, o caminho pedregoso… tudo ficou para trás.
O que ficou connosco foi a alegria de uma nova ideia.
E foi essa ideia que nos trouxe até aqui — até à BREEZY.